Coriolis, Movimento
para a Sustentabilidade

Projeto promovido pela Instável em parceria com a Rede Inducar, que se realiza entre setembro de 2020 e abril de 2022. Inspirado na “força” Coriolis, que atua e se difunde simultaneamente em múltiplas direções, o projeto visa melhorar a capacidade interna de um conjunto de organizações culturais, ao mesmo tempo que as aproxima entre si, incentiva à colaboração e trabalha a capacidade de atuação em conjunto. Pretende desenvolver hábitos de colaboração e de co-responsabilização pelo setor, pelo território e comunidades.

É um projeto financiado pelo mecanismo EEA – Grants, gerido em Portugal pelo Consórcio Fundação Calouste Gulbenkian e Fundação Bissaya Barreto. Integra-se no eixo 4 do Programa Cidadãos Ativ@s e pretende promover a capacidade e a sustentabilidade da sociedade civil.
coriolis

Estrutura do projeto

O projeto inicia com um estudo de caraterização do setor e diagnóstico de necessidades, conduzido por uma entidade externa. Ao longo dos meses seguintes, procura melhorar as necessidades identificadas, através de um conjunto diversificado de atividades, que no seu conjunto pretende: 1) a atualização de competências dos profissionais, nomeadamente diretores, gestores, produtores, responsáveis de comunicação; 2) o desenvolvimento e implementação de melhores procedimentos de trabalho; 3) o incentivo da colaboração entre pares enquanto hábito; 4) a valorização e coesão do setor, com reforço da sua capacidade negocial.

coriolis em formação

É um programa de formação teórico-prático composto por 14 módulos dedicados a temas de gestão organizacional, identificados como necessidades através do estudo de caraterização do setor. Cada módulo, de 13 horas (8h/10h de formação Síncrona e 5h/3h de formação assíncrona), será conduzido por especialistas convidados. O programa de formação pretende apoiar os profissionais das artes performativas a desenvolverem e implementarem melhores instrumentos e procedimentos de trabalho.
Sendo o programa exclusivo da União Europeia de apoio ao setor cultural e criativo, o Europa Criativa apresenta-se como uma possibilidade de financiamento e uma alavanca para as estruturas que pretendem trabalhar na esfera internacional. Coincidindo com o início do novo quadro do programa, esta formação pretende detalhar quais as oportunidades da vertente Cultura (com exceção do cinema e audiovisual), incidindo sobre os aspectos práticos de como preparar uma candidatura. Adicionalmente, a formação contempla também sessões de mentoria personalizada com os participantes que assim o solicitem.
Este módulo de formação será dedicado a conhecer e problematizar modelos e métodos para desenhar (gerar) e implementar (gerir) um projecto artístico/cultural. Serão abordadas, criticamente, as etapas e ferramentas associadas à metodologia de projeto e modelos de gestão aplicados às artes e cultura. Serão discutidos os pressupostos elementares de planeamento estratégico e desenho organizacional, sempre que possível, em articulação com o universo de referências e enquadramento profissional dos participantes.
Sessão 1: A criação cultural gera e utiliza obras e prestações artísticas. De modo a que as e os profissionais, criadores e intérpretes, sejam justamente retribuídos pelo seu trabalho artístico, são protegidos, respetivamente, pelo direito de autor e pelos direitos conexos. O que é protegido, quem detém estes direitos, para que servem e como se trabalham (tanto na qualidade de pessoa que detém como de pessoa que utiliza estes direitos), são as respostas que se pretendem dar nesta sessão.
Sessão 2: A celebração de contratos é uma das componentes executivas essenciais na atividade de produção e apresentação de espetáculos. A contratação dos intervenientes, a contratação com parceiros sob as mais variadas formas (como a de coprodução ou de mera apresentação do espetáculo), a definição de direitos e deveres de cada parte, são algumas das questões que, quando estabelecidas de forma completa e clara, se mostram essenciais a um processo produtivo estável e seguro. Nesta sessão serão transmitidos conhecimentos que permitirão saber: quando se considera celebrado um contrato ou as cláusulas indispensáveis nos tipos de contratos mais frequentes no âmbito da atividade das artes performativas.

A realização do módulo “Direitos de autor e direitos conexos & Elaboração de Contratos” resulta de uma colaboração com o PISTA, promovido pelo Alkantara e pela Câmara Municipal de Lisboa/Polo Cultural Gaivotas | Boavista/Loja Lisboa Cultura.
Este módulo de formação pretende proporcionar conhecimentos e capacidade de detetar oportunidades de Financiamento Nacional, público e privado, para as Artes e Cultura. Pretende dotar os participantes de ferramentas e know-how para interpretar diferentes programas de apoio – Dgartes, Autarquias, Fundação GDA, Programa Gulbenkian Cultura, entre outros. O entendimento correto sobre os documentos de referência e avisos de abertura, não esquecendo o correto preenchimento dos formulários, são fatores que contribuem para o sucesso das candidaturas. A um nível mais prático, a formação vai possibilitar ainda que se discutam instrumentos de trabalho, propostas de projetos e candidaturas que os participantes tenham em curso.
Este módulo apresenta uma reflexão sobre estratégia e identidade das organizações culturais, focando uma análise de conceitos, técnicas e respectivo planeamento, com o objectivo de atualizar competências dos profissionais e identificar oportunidades para a comunicação dos seus projetos artísticos. Passaremos da reflexão à prática através de vários casos de estudo, nomeadamente na área das artes performativas, contribuindo assim para a assimilação de um conjunto de boas práticas.

19 Abril, 9h30-12h30, Maria Vlachou A missão como instrumento de gestão das organizações culturais.
— Qual a missão de uma organização cultural: mais do que “o quê”, “para quê”?
— Os benefícios de uma missão curta, clara e concisa;
— Quem comunica a missão de uma organização cultural.

19 Abril, 14h30-17h30, Catarina Medina Comunicação Cultural e Marketing Estratégia, plano de comunicação, públicos e avaliação
20 Abril, 9h30-13h30, Catarina Medina Identidade, Brand Voice Estratégia de conteúdos e Criatividade Plano de meios e distribuição Parceiros media e apoios à divulgação
Neste módulo vamos abordar as políticas públicas para a cultura, as formas como lidam, gerem e enfrentam a crise, e as suas novas prioridades, ao nível local, nacional e europeu. Analisa-se documentação que permite às organizações culturais repensar objetivos, valores e estratégias de ação. Discute-se cultura como um bem público que requer o compromisso alargado de defesa dos profissionais e fortalecimento das organizações, assente na colaboração destes e dos públicos, movimentos sociais, educação e política. Apresentam-se casos que ajudam a refletir sobre novos modelos de trabalho, oferta digital e iniciativas bottom-up, e o papel transformador das organizações, na era pós-COVID-19.
7 de junho: A realização de atividades culturais e artísticas está sujeita a licenciamentos e autorizações que visam garantir o seu correto e seguro funcionamento. De que licenças e autorizações ou outras diligências (como as meras comunicações prévias) é necessário tratar, nomeadamente, para efeitos de apresentação de espetáculos, de realização de atividades em espaço público ou emissão de ruído, junto de entidades como a Inspeção Geral das Atividades Culturais ou os Municípios são as temáticas a abordar nesta sessão.
8 de junho: Os artistas e as entidades culturais gozam de alguns benefícios fiscais específicos que incidem sobre os rendimentos destas suas atividades (por. ex.º isenção de IVA dos intérpretes, isenção de IRC das Associações Culturais). Que benefícios são estes e que requisitos são exigíveis para que os mesmos possam ser aplicáveis, são as questões a responder na presente sessão.
Este módulo pretende proporcionar conhecimento, motivação e a capacidade de detetar oportunidades de financiamento internacional para projetos artísticos e culturais. Num primeiro momento, será apresentado, de forma sintética, o panorama global dos programas comunitários que estão ao dispor de Portugal e que potencialmente podem financiar projetos no domínio das artes e da cultura. Será feita a distinção entre o que são os programas em regime de subsidiariedade, isto é o que foi/é o Portugal 2020, o que será o novo Portugal 2030, e que são Programas Operacionais. Como funciona a organização regional, qual o papel das Comunidades Intermunicipais e como se articulam com o novo Plano de Recuperação e Resiliência. Os programas em regime direto com a Comissão Europeia, cuja gestão é direta entre o beneficiário e a Comissão Europeia. Num segundo momento do encontro, pretende-se interagir com os participantes, na esperança de compreender e auxiliar os presentes nas principais dificuldades das suas instituições a aceder e/ou compreender os financiamentos comunitários, incentivando o diálogo e a troca de experiências.

[+ módulos a anunciar em breve.]

coriolis em Colaboração

Coriolis em Colaboração assenta num programa de 15 sessões de natureza diferentes, facilitadas pela Rede Inducar. Irão combinar-se sessões de auscultação, de aproximação, de partilha de conhecimentos entre pares, de mentoria/laboratório de projeto. Será também apoiada a criação de novos projetos em colaboração que possibilitem a melhoria do setor e/ou suscitem formas criativas de o entender e o fazer dialogar entre si e com o território.
Apresentação dos elementos e Organizações participantes. Partilha de expectativas e da Orgânica esperada para o Programa. Apresentação do Estudo de Identificação e Caraterização de Necessidades do Setor, pelo investigador Manuel Gama.

[+ sessões a anunciar em breve]

Porquê

Num tempo em que diferentes esferas das nossas sociedades são atravessadas por um paradigma de incerteza, e em que somos convidados a refletir e a adaptar as nossas práticas individuais e coletivas por tempo indeterminado, os agentes culturais lutam para continuar a desenvolver o seu trabalho e a manter espaços e diálogos criativos com os seus meios e públicos. Perante a maior vulnerabilidade, face à necessidade de adequação de processos de trabalho, de criação, de apresentação e de envolvimento de públicos e à dificuldade de angariação de coprodutores e recursos financeiros, desenhamos um programa que, no seu conjunto, pretende aumentar a capacidade do setor cultural artístico local, valorizar os conhecimentos específicos de cada organização, promover a aprendizagem partilhada e criar de uma rede de colaboração e partilha de bens, materiais e imateriais.

COMO PARTICIPAR

As inscrições para participar no Projeto Coriolis fecharam a 11 de fevereiro. Depois de um difícil processo de seleção de mais de 100 registos, vindos de 90 Organizações interessadas em participar, fechou-se o grupo de 30 Organizações participantes. São Organizações culturais sem fins lucrativos (formalizadas enquanto associações e cooperativas), localizadas no Porto e na Região Norte. Operam, predominantemente, na área das Performativas, em Teatro, Dança, Novo Circo e Cruzamentos Disciplinares.

Inscrições (até 11 FEVEREIRO 2021)

Informação e contato

Catarina Serrazina